
Deivison que foi espancado até a morte, não tinha ligação com o assassinato de Kelly
FOTO: Redes Sociais
Um caso de extrema violência e injustiça chocou o Paraná nas últimas semanas. Deivison Andrade de Lima, de 23 anos, morreu após ser brutalmente espancado por pessoas que o acusavam de ter cometido um homicídio em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. No entanto, segundo a Polícia Civil, ele não teve qualquer participação no crime.
De acordo com informações divulgadas pelo portal aRede, parceiro da Banda B, Deivison foi agredido no dia 18 de janeiro por homens que teriam dito: “Vamos fazer com você o que você fez com ela”, em referência à morte de Kelly Cristina Ferreira de Quadros, de 43 anos. O jovem ficou internado em estado grave e morreu no hospital na última segunda-feira (26).
Polícia confirma: ele era inocente
Segundo o delegado Luis Gustavo Timossi, a agressão foi motivada por um ato de vingança baseado em uma acusação equivocada. Familiares da vítima passaram a apontar Deivison como autor do crime, o que levou ao linchamento.
No entanto, a polícia já havia identificado o verdadeiro autor do homicídio no dia 19 de janeiro, um dia após a agressão contra o jovem. O homem, de 43 anos, confessou ter matado Kelly após um desentendimento relacionado ao consumo de drogas.
A Polícia Civil só tomou conhecimento oficial do espancamento de Deivison no dia 25 de janeiro, quando a família registrou um boletim de ocorrência. Ele permaneceu oito dias internado antes de não resistir aos ferimentos.
Até a manhã desta quinta-feira (29), nenhum suspeito do linchamento havia sido oficialmente identificado.
Crime de Kelly foi esclarecido com ajuda de câmeras
Kelly Cristina Ferreira de Quadros foi encontrada morta no dia 16 de janeiro, em uma área de mata em Ponta Grossa. Três dias depois, o verdadeiro autor do crime foi preso. Ele foi identificado com a ajuda de câmeras de segurança, que registraram o momento em que caminhava com a vítima em direção ao local onde o corpo foi localizado.
Inicialmente, o suspeito negou envolvimento, mas acabou confessando o assassinato após ser confrontado com provas. Segundo a Polícia Civil, ele relatou ter utilizado um pedaço de madeira e uma pedra para agredir a vítima e indicou onde havia descartado roupas e objetos com sangue, que foram recolhidos para períícia.
Tragédia expõe os riscos da “justiça com as próprias mãos”
O caso chama atenção para os perigos de julgamentos precipitados e da chamada “justiça com as próprias mãos”. Um jovem acabou morto por uma acusação falsa, enquanto o verdadeiro autor do crime já estava identificado e preso. A Polícia Civil segue investigando o linchamento que resultou na morte de Deivison.