Mesmo com avanços importantes na prevenção e redução de casos, os números do verão 2025/2026 no litoral do Paraná e de Santa Catarina ainda acendem um alerta preocupante: 39 pessoas perderam a vida por afogamento nas praias dos dois estados. Os dados oficiais mostram uma redução significativa em relação à temporada anterior, o que evidencia o impacto positivo das ações de prevenção e do trabalho intenso dos guarda-vidas.
- Paraná: 8 mortes (contra 19 no verão passado) → queda de 58%
- Santa Catarina: 31 mortes (contra 40 anteriormente) → redução de 22,5%
Apesar da melhora, o número absoluto ainda é alto — principalmente quando se considera que muitas dessas mortes poderiam ser evitadas. Outro dado que chama atenção é que somando os dois estados, foram registrados 4.355 salvamentos, ou seja, o número de mortes poderia ser ainda maior. Destes 1.328 ocorreram no Paraná enquanto outros 3.027 foram registrados em Santa Catarina. Isso significa que milhares de pessoas estiveram em risco real de morte e só não entraram para as estatísticas fatais graças à atuação rápida das equipes de resgate.
Em Santa Catarina, o cenário chama ainda mais atenção:
👉 97% dos salvamentos ocorreram por causa das correntes de retorno, consideradas o maior perigo nas praias.
⚠️ O perigo invisível das correntes de retorno
As correntes de retorno continuam sendo as principais responsáveis por situações de risco no mar. Muitas vezes imperceptíveis para banhistas, elas puxam a pessoa rapidamente para longe da praia.
📌 Orientação dos bombeiros:
- Não nadar contra a corrente
- Tentar nadar paralelamente à praia
- Sinalizar por ajuda imediatamente
Prevenção em massa: milhões de ações para salvar vidas
Os números mostram que o trabalho preventivo foi gigantesco, especialmente em Santa Catarina:
🔵 13 milhões de ações preventivas
👶 Mais de 3 mil crianças perdidas localizadas (PR + SC)
🎓 5.885 crianças formadas no Programa Golfinho
⚠️ Mais de 28 mil ocorrências com água-viva (PR + SC)
No Paraná, quase 1.000 crianças foram encontradas e devolvidas às famílias, reforçando o papel essencial das equipes não só no resgate, mas também na organização das praias.
❗ Tragédias fora do radar: rios e cachoeiras não entram na conta
Um ponto ainda mais preocupante:
👉 Esses números NÃO incluem afogamentos em rios, represas e cachoeiras, onde tradicionalmente também ocorrem diversas mortes todos os anos — muitas vezes longe da presença de equipes de resgate. Ou seja, o número real de vítimas pode ser ainda maior.
📢 Alerta permanece: imprudência ainda custa vidas
Outro dado importante reforça o alerta:
Em Santa Catarina, a maioria das mortes ocorreu em áreas sem guarda-vidas.
Isso evidencia um padrão claro:
- Banhistas ignorando sinalizações
- Entrada no mar em locais perigosos
- Excesso de confiança ou falta de conhecimento
🧠 Menos mortes, mas longe do ideal
A redução nos números mostra que o trabalho dos bombeiros está funcionando — e salvando milhares de vidas. Mas o fato de 39 pessoas ainda terem morrido em apenas um verão deixa claro que:
👉 o problema não está resolvido
👉 a conscientização ainda precisa avançar muito
O mar pode parecer tranquilo… mas, em questão de segundos, pode se tornar fatal.

