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Três adolescentes são presos em Itajaí suspeitos de maus-tratos a cão

Cachorro foi encontrado morto em Itajaí, na noite da última quinta-feira (12) - FOTO: Divulgação 

Um caso de extrema crueldade contra um animal voltou a chocar Santa Catarina e ganhar repercussão nas redes sociais e na imprensa. Desta vez, o episódio foi registrado em Itajaí, no Litoral Norte do estado, e envolve adolescentes suspeitos de maus-tratos que resultaram na morte de um cachorro.

De acordo com informações repassadas pelas autoridades, o caso foi registrado na noite desta quinta-feira (12), por volta das 18h11, no bairro Cordeiros.

A Guarda Municipal foi acionada após denúncias de testemunhas que relataram uma sequência de agressões contra o animal. Segundo os relatos, um grupo de jovens teria arremessado o cachorro em um rio e, posteriormente, levado o animal até um prédio abandonado, de onde ele teria sido jogado de grande altura.

Quando as equipes chegaram ao local, a Polícia Militar já prestava atendimento à ocorrência. O cachorro, infelizmente, já estava sem vida.


Apreensão dos suspeitos

Testemunhas indicaram às autoridades o possível paradeiro dos envolvidos. Com base nas informações, a Polícia Militar conseguiu localizar e apreender três adolescentes, suspeitos de participação no crime.

Eles foram encaminhados à delegacia para prestar depoimento. Até o momento, não foram divulgados detalhes adicionais sobre as medidas adotadas em relação aos menores.


Indícios de violência

Uma médica-veterinária do Instituto Itajaí Sustentável (INIS) acompanhou a ocorrência e realizou uma análise preliminar no local.

Segundo a avaliação, o animal apresentava:

- Escoriações na região da boca e do queixo

- Lesões no palato

- Presença de sangramento

Os indícios são compatíveis com queda de altura, reforçando a suspeita de maus-tratos severos.


Crime previsto em lei

Casos como este se enquadram na Lei de Crimes Ambientais. No Brasil, maus-tratos a animais podem resultar em pena de reclusão, multa e proibição de guarda, com agravantes quando há morte do animal. Por envolver menores de idade, o caso passa a ser tratado conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), podendo resultar em medidas socioeducativas.


Revolta e alerta

O caso ocorre poucos dias após a grande repercussão nacional envolvendo o caso do cão Orelha, em Santa Catarina, e reacende o alerta sobre a necessidade de combate à violência contra animais. Situações como essa têm gerado forte indignação popular e levantam debates sobre educação, responsabilidade e punição para crimes dessa natureza.

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