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Crime brutal choca Santa Catarina: corpo esquartejado encontrado em córrego é de corretora desaparecida em Florianópolis

 

Luciani Aparecida Estivalet Freitas estava desaparecida desde o último dia 5
FOTO: Redes Sociais

Um crime de extrema violência vem chocando Santa Catarina nos últimos dias. A Polícia Civil confirmou nesta sexta-feira (13) que o corpo encontrado esquartejado em um córrego no município de Major Gercino é da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, que estava desaparecida desde o início de março em Florianópolis.

Luciani, que morava sozinha na região da Praia do Santinho, no Norte da Ilha, foi vista pela última vez no dia 5 de março. Nos dias seguintes, familiares começaram a estranhar o comportamento das mensagens enviadas pelo celular da corretora.

Segundo relatos da família, as mensagens apresentavam erros de português incomuns, o que levantou a suspeita de que alguém poderia estar se passando por ela. Diante da situação, um boletim de ocorrência foi registrado na segunda-feira (9).

No mesmo dia, o irmão da vítima foi até o apartamento dela, onde encontrou sinais de que o local estava abandonado havia vários dias: comida estragada na cozinha, louça suja acumulada na pia e restos de alimentos, indicando que ninguém estava no imóvel há algum tempo.


Corpo foi encontrado em córrego

Enquanto as buscas avançavam, moradores de Major Gercino, a cerca de 100 quilômetros de Florianópolis, perceberam algo estranho dentro de um córrego. Dentro de um saco havia um corpo esquartejado.

O cadáver foi avistado inicialmente na segunda-feira (9), mas a retirada ocorreu apenas na quarta-feira (11), quando a Polícia Militar foi acionada.

O corpo estava sem cabeça, pés e braços, e passou por exames laboratoriais, incluindo análise de DNA, que confirmaram nesta sexta-feira (13) que se tratava de Luciani.


Investigação aponta latrocínio

De acordo com o delegado Anselmo Cruz, responsável pelo caso, a investigação aponta que o crime está sendo tratado como latrocínio (roubo seguido de morte).

Ao rastrear movimentações financeiras feitas no CPF da vítima após o desaparecimento, a polícia encontrou compras realizadas em nome de Luciani, incluindo uma televisão, controle de videogame e até um conjunto de arco e flecha.

Durante a apuração, um adolescente de 14 anos foi flagrado retirando mercadorias compradas com os dados da corretora. Ele seria vizinho da vítima no mesmo residencial onde ela morava.


Cinco suspeitos investigados

A investigação identificou cinco suspeitos de envolvimento no crime, todos moradores do mesmo residencial que a corretora.

Entre eles estão:

- um homem de 27 anos,

- um adolescente de 14 anos,

- a mãe deles,

- uma mulher de 30 anos, companheira do homem de 27 anos,

- e Ângela Maria Moro, de 47 anos.

Ângela foi presa inicialmente por receptação, após ser encontrada com pertences da vítima. Em depoimento, ela negou participação no crime.

Já o homem de 27 anos e a mulher de 30 anos foram localizados e presos na quinta-feira (12), em Gravataí, no Rio Grande do Sul.

Segundo a polícia, o suspeito de 27 anos já era foragido da Justiça, acusado de participar de um latrocínio ocorrido em 2022, na cidade de Laranjal Paulista (SP), quando o dono de uma padaria foi morto com um tiro na cabeça.


Pertences da vítima foram escondidos

Durante as diligências no residencial onde Luciani morava, os policiais encontraram o carro da vítima, um Hyundai HB20, além de diversos objetos pessoais.

Também foram localizados notebook, televisão e outros itens da corretora, escondidos em um apartamento desocupado e trancado dentro do mesmo complexo residencial.

A Polícia Civil acredita que houve tentativas de ocultar provas e dificultar o trabalho da investigação.


Polícia busca esclarecer onde ocorreu o crime

Agora, os investigadores trabalham para descobrir onde exatamente Luciani foi morta, como ocorreu o crime e qual trajeto foi feito pelos suspeitos até o local onde o corpo foi descartado em Major Gercino.

O caso segue em investigação e continua causando grande comoção em Santa Catarina pela brutalidade do crime.

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