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| Tevo lamenta as movimentações políticas e diz que mesmo sem mandato na Câmara vai continuar trabalhando pelo povo de Piên |
Uma decisão da Justiça Eleitoral provocou uma reviravolta na política de Piên nesta segunda-feira (16). O vereador Altevir Antônio Minikovski, o Tevo (Solidariedade), teve o afastamento imediato do cargo determinado pela Justiça, após a confirmação de que uma candidata a vereadora de sua chapa, na eleição de 2024, não ter contabilizado nenhum voto, o que caracterizou fraude à cota de gênero.
A informação foi confirmada oficialmente pela Câmara Municipal de Piên, que divulgou uma nota informando que está cumprindo decisão judicial expedida pela 144ª Zona Eleitoral, responsável pelo município.
Segundo a nota, o afastamento ocorre em cumprimento a acórdão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE/PR), que reconheceu irregularidades na composição da chapa do Partido Solidariedade durante o último pleito municipal.
Com a decisão, Tevo deixa imediatamente o cargo de vereador. A Câmara Municipal informou que o afastamento será comunicado oficialmente ao plenário na próxima sessão legislativa, esta terça-feira.
Ainda de acordo com o Legislativo, o processo eleitoral segue em andamento e terá novos desdobramentos nas próximas semanas. A Justiça Eleitoral agendou para o dia 26 de março de 2026, às 14 horas, uma audiência pública no Fórum Eleitoral para realizar o reprocessamento do resultado das eleições para vereador em Piên, etapa conhecida como retotalização dos votos. Somente após esse procedimento será possível definir quem irá assumir a cadeira deixada por Tevo.
Entenda o caso
O processo teve início a partir de uma ação de investigação eleitoral proposta pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) contra o Solidariedade. A ação apontou fraude à cota de gênero, regra da legislação eleitoral que determina que cada partido ou coligação deve reservar pelo menos 30% das candidaturas para mulheres.
Segundo a acusação, uma das candidatas registradas na chapa do Solidariedade teria sido lançada apenas para cumprir formalmente a exigência legal, sem participação efetiva na campanha. A suspeita ganhou força porque a candidata não recebeu nenhum voto nas eleições, fato que foi interpretado como possível indício de candidatura fictícia.
Primeira decisão havia rejeitado a acusação
Inicialmente, o processo foi analisado em primeira instância, quando o pedido foi considerado improcedente. No entanto, o PSB recorreu da decisão ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE/PR). Ao analisar o recurso, o tribunal decidiu reformar parcialmente a decisão anterior, reconhecendo a existência de fraude à cota de gênero.
Com isso, o TRE determinou a cassação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) do Solidariedade em Piên. Na prática, a medida invalida a participação do partido na eleição proporcional para vereador e atinge todos os candidatos vinculados à legenda, incluindo os eleitos.
Defesa alegou problemas pessoais da candidata
Durante o processo, a defesa do Solidariedade argumentou que a candidata apontada na ação teria enfrentado problemas pessoais e de saúde, o que teria provocado uma desistência tácita da campanha eleitoral. Segundo os advogados do partido, a votação inexpressiva ou inexistente e a prestação de contas modesta não seriam, por si só, provas suficientes de fraude eleitoral. Mesmo assim, o TRE entendeu que havia elementos suficientes para caracterizar irregularidade na composição da chapa.
Vereador afirma que seguirá atuando pela comunidade
Em manifestações anteriores sobre o caso, Tevo Minikovski declarou que, independentemente do resultado do processo, continuará trabalhando em favor da população de Piên, mesmo que não permaneça ocupando uma cadeira no Legislativo municipal. Tevo ainda lamenta que tais movimentações ainda ocorram na política com o objetivo de prejudicar a eleição de outros candidatos adversários e diz que deixa sua cadeira na Câmara de Piên com a cabeça erguida e com a certeza de ter ajudado e trabalhado em pro do município.
