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Março termina mais quente e com pouca chuva no Paraná, aponta Simepar

Março termina mais quente e com pouca chuva no Paraná, aponta Simepar - Foto: Jonathan Campos/AEN


O mês de março de 2026 foi marcado por temperaturas acima da média e volumes de chuva abaixo do esperado em grande parte do Paraná. Os dados foram divulgados nesta semana pelo Simepar e confirmam um período mais seco e quente do que o padrão histórico.

De acordo com o levantamento, as temperaturas mínimas — registradas principalmente no amanhecer — ficaram dentro da média na faixa Leste do Estado. Já nas regiões Centro-Sul, Oeste, Noroeste e, principalmente, no Sudoeste, os termômetros ficaram acima do normal, com variações entre 1°C e 2°C.

A menor temperatura do mês foi registrada no dia 14, em General Carneiro, com 8°C. Em outras cidades, também foram observadas as marcas mais baixas do ano até agora, como em Curitiba, Fazenda Rio Grande e Lapa.

Durante as tardes, o calor também predominou. As temperaturas máximas ficaram próximas ou acima da média em praticamente todo o Estado. Em algumas regiões do Sudoeste, os índices superaram a média histórica em até 2,8°C. O pico de calor ocorreu em Capanema, no dia 30, quando os termômetros chegaram a 38,7°C.

Segundo o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib, o predomínio de tempo seco ao longo do mês contribuiu diretamente para o aumento das temperaturas. “A falta de chuva favorece dias com mais sol, o que eleva tanto as temperaturas diurnas quanto as noturnas”, explica.


Chuva irregular e abaixo da média

No quesito precipitação, o cenário também chamou atenção. Entre 47 estações meteorológicas analisadas, apenas oito atingiram a média histórica de chuva para março. Em várias cidades, o acumulado foi muito baixo — em alguns casos, inferior a 25 mm durante todo o mês.

A escassez de chuva está relacionada à atuação constante de massas de ar seco, que impediram a formação de instabilidades mais significativas. Embora março seja um mês de transição climática, neste ano o volume de chuva foi ainda mais irregular do que o habitual.

Alguns municípios, porém, registraram acumulados elevados em poucos dias, como Londrina, que concentrou grande volume de chuva em um curto período e ultrapassou a média mensal.


Estiagem preocupa e afeta municípios

A falta de chuva já começa a gerar impactos mais sérios em algumas regiões do Estado. O Simepar aponta agravamento da estiagem, principalmente no Oeste e Sudoeste, onde a combinação de calor e pouca precipitação tem reduzido a umidade do solo.

Atualmente, 14 municípios registraram ocorrências relacionadas à seca, e pelo menos 11 já decretaram situação de emergência, conforme a Defesa Civil Estadual.

As regiões mais afetadas são o Centro, Oeste e Sudoeste do Paraná. Equipes da Defesa Civil seguem monitorando a situação e prestando apoio às prefeituras, com orientações e planejamento de ações preventivas.


Estado se prepara para próximos meses

Diante do cenário, o Governo do Estado já articula medidas de apoio, incluindo a entrega de equipamentos, veículos e materiais para auxiliar no enfrentamento da estiagem e também na prevenção de incêndios florestais.

Segundo a Defesa Civil, o comportamento climático observado neste verão acende um alerta para a continuidade desse padrão nos próximos meses, exigindo atenção redobrada das autoridades e da população. 

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