Piên em Notícias

Produtores rurais podem adiar ou antecipar parcelas do Pronaf; entenda seus direitos

Alguns produtores rurais estão até vendendo suas terras para pagarem dívidas do Pronaf
FOTO: Arquivo Piên em Notícias


A realidade no campo tem preocupado produtores rurais de Piên e toda a região. Após sucessivas safras com resultados abaixo do esperado, muitos agricultores estão enfrentando dificuldades para honrar financiamentos, especialmente aqueles vinculados ao Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).

Diante desse cenário, há relatos de produtores que estão chegando a vender suas próprias terras para quitar dívidas, uma situação considerada crítica e preocupante para o futuro da agricultura familiar. No entanto, o que muitos ainda desconhecem é que existem alternativas legais que podem evitar esse tipo de medida extrema.


Adiantamento pode reduzir juros

Uma das opções disponíveis é o adiantamento das parcelas do financiamento. De acordo com orientações do setor, o produtor que possui condições pode antecipar pagamentos tanto de custeio quanto de investimento.

Essa prática pode trazer benefícios financeiros importantes, como a redução de juros e até a liquidação antecipada da dívida, diminuindo o impacto do financiamento ao longo do tempo.


Prorrogação da dívida é um direito do produtor

Para aqueles que não conseguem pagar, a legislação brasileira também oferece proteção. A chamada prorrogação da dívida rural é um direito garantido ao produtor em casos de dificuldades causadas por fatores como:

- Seca severa

- Excesso de chuvas

- Pragas

- Quebra de safra

- Queda nos preços de comercialização

Prevista no Manual de Crédito Rural (MCR) e nas leis da Política Agrícola, essa medida permite alongar o prazo de pagamento, garantindo que o produtor continue sua atividade sem precisar comprometer seu patrimônio.


Situação se agrava na região

Nos últimos anos, e especialmente nas últimas safras, o cenário tem se agravado. Muitos agricultores não conseguiram atingir a produtividade esperada e acabaram acumulando dívidas. Com isso, cresce o número de produtores que, na tentativa de quitar financiamentos, acabam vendendo propriedades — muitas vezes sem conseguir se livrar totalmente das dívidas. Especialistas apontam que a falta de informação é um dos principais problemas. Muitos produtores não sabem que podem negociar, prorrogar ou até reestruturar seus débitos antes de tomar decisões mais drásticas.


Procura por orientação aumentou

Conforme o Consultor de Agronegócio da MalinBio, Diogo Malinovski, Consultorias especializadas relatam um aumento significativo na procura por orientação nos últimos tempos, principalmente por produtores que enfrentaram frustração de safra. O objetivo é justamente buscar alternativas viáveis para manter a atividade rural ativa e evitar a perda de patrimônio. "Esse é um drama que aflige muitos agricultores há tempos. O que muitos desconhecem é que existe previsão legal que garante ao produtor o direito de prorrogar suas dívidas rurais", explica. 

Segundo Diogo a prorrogação da dívida rural é um direito do produtor rural, previsto no Manual de Crédito Rural (MCR) e fundamentado nas Leis do Crédito Rural e da Política Agrícola. "Essa proteção se aplica quando o produtor, por circunstâncias adversas, perde temporariamente a capacidade de pagamento, permitindo a continuidade de sua atividade sem comprometer seu patrimônio. Muitos produtores, há alguns anos, não vêm alcançando os resultados esperados e, para honrar esses investimentos, acabam vendendo imóveis rurais. Trata-se de uma situação preocupante: o produtor obtém crédito para produzir, não consegue produzir adequadamente, vende o imóvel onde produzia e ainda permanece com dívidas a pagar. Quem tiver maiores dúvidas pode entrar em contato conosco pelo WhatsApp 41-3632-3483", acrescenta.

Nos últimos anos, especialmente neste, houve um aumento significativo na procura pela prorrogação. "Aqui na Consultoria MalinBio, nossos especialistas orientam os agricultores sobre as melhores condições para resolver essas situações. Da mesma forma que auxiliamos no acesso ao crédito, também atuamos no suporte em momentos de frustração de safra", conclui Diogo. 


Informação pode evitar prejuízos maiores

Diante desse cenário, a recomendação é clara: antes de vender terras ou tomar qualquer decisão definitiva, o produtor deve buscar orientação técnica e conhecer seus direitos. Em um momento de instabilidade no campo, informação e planejamento podem ser a diferença entre superar a crise ou perder aquilo que levou anos para ser construído.

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