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| João Coelho foi encontrado morto em uma área de mata, ao lado do próprio veículo, na região do bairro Ribeirão Grande. - FOTO: Divulgação PM |
Uma reviravolta surpreendente trouxe novos desdobramentos a um dos crimes mais chocantes já registrados em Agudos do Sul. Mais de um ano após o assassinato do ex-vereador e taxista João Coelho Sobrinho, de 72 anos, o próprio filho da vítima foi preso, suspeito de envolvimento direto no crime, suspeito de ser o mandante.
A prisão ocorreu na última quinta-feira (9), após solicitação do Ministério Público do Paraná, com base no avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil do Paraná. O caso, que inicialmente havia sido tratado como latrocínio (roubo seguido de morte), ganha agora novos contornos e levanta ainda mais questionamentos.
INVESTIGAÇÃO TEVE NOVOS RUMOS
Logo após o crime, ainda em janeiro do ano passado, um homem e uma mulher — de 21 e 23 anos — foram presos e chegaram a confessar participação no assassinato. Eles foram denunciados e seguem respondendo pelo caso.
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| Ainda em janeiro do ano passado, um homem e uma mulher — de 21 e 23 anos — foram presos e chegaram a confessar participação no assassinato - FOTO: Polícia Civil |
No entanto, com o avanço das apurações, o nome do filho da vítima passou a ser investigado. Segundo o delegado Paulo César Ribeiro, a equipe tomou conhecimento do mandado de prisão em aberto e realizou a captura do suspeito no próprio município. “Os autores imediatos foram presos rapidamente. No decorrer do processo, recebemos o mandado de prisão pelo possível envolvimento do filho da vítima”, destacou o delegado. A polícia não descarta a participação de outras pessoas, e parte das investigações segue sob segredo de Justiça.
CRIME PODE TER SIDO ENCOMENDADO
A principal linha investigativa agora aponta que o crime pode ter sido planejado, com possível participação do filho da vítima na execução indireta do assassinato. “Há a possibilidade de participação do filho na morte do próprio pai. Agora aguardamos o desfecho das diligências”, completou o delegado. O caso ganha ainda mais complexidade e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias.
RELEMBRE O CASO
O ex-vereador desapareceu no dia 25 de janeiro do ano passado, após sair para uma corrida como taxista. Quatro dias depois, foi encontrado morto em uma área de mata, ao lado do próprio veículo, na região do bairro Ribeirão Grande.
A vítima apresentava ferimentos, principalmente na cabeça.
Segundo os primeiros relatos, o crime teria sido cometido por criminosos que solicitaram uma corrida após encontrarem um cartão da vítima. Eles levaram o taxista até um local isolado, onde o assassinaram e roubaram cerca de R$ 3 mil, dinheiro que teria sido gasto posteriormente na praia.
Na época, familiares já levantavam suspeitas sobre o possível envolvimento do filho, citando conflitos internos e desentendimentos antigos.
CASO SEGUE EM INVESTIGAÇÃO
Com a nova prisão, o caso entra em uma nova fase e pode revelar detalhes ainda mais impactantes. As autoridades seguem trabalhando para esclarecer completamente o crime que abalou toda a comunidade da região.

