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Tragédia na Represa do Capivari ganha novos desdobramentos: caminhão levava carga tóxica e impacto ambiental é avaliado

Caminhão transportava cerca de 5 mil litros de tintas e solventes, considerados materiais tóxicos
FOTO: Corpo de Bombeiros

Um grave acidente registrado na noite do último domingo (26), na BR-116, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, ganhou novos contornos e ampliou ainda mais a comoção em todo o Paraná. Além da perda de duas vidas — uma criança de apenas 4 anos e seu padrasto —, as autoridades agora enfrentam um possível impacto ambiental causado pelo derramamento de produtos tóxicos na Represa do Capivari.

As vítimas foram identificadas como Ana Clara Milesi da Rosa, de 4 anos, e seu padrasto, Lucas Kazimirski da Silva, de 25 anos, ambos naturais de Serafina Corrêa. De acordo com informações apuradas, Lucas tentou salvar a enteada após o caminhão sair da pista e cair dentro da represa, mas os dois acabaram morrendo afogados.

A mãe da criança e esposa de Lucas também estava no veículo no momento do acidente. Ela conseguiu sair a tempo e foi socorrida, sendo encaminhada ao Hospital Angelina Caron, onde permanece internada. Segundo informações médicas, ela não corre risco de morte.


Caminhão carregava produtos tóxicos

Um dos pontos que mais chama atenção nas investigações é o fato de que o caminhão transportava cerca de 5 mil litros de tintas e solventes, considerados materiais tóxicos. A carga levanta preocupação quanto aos possíveis danos ambientais na região.

O Instituto Água e Terra (IAT) informou que iniciou uma operação emergencial para avaliar e conter o impacto do derramamento. Técnicos seguem monitorando a área, mas ainda não é possível determinar com precisão quanto do material entrou em contato com a água.

“É necessário um monitoramento contínuo da região, com análises laboratoriais, para que possamos adotar as medidas adequadas”, destacou o fiscal ambiental Anderson Santos.


Força-tarefa e medidas emergenciais

O caminhão, que ficou submerso após o acidente, foi retirado da represa na tarde de segunda-feira (27). Desde então, equipes ambientais trabalham na contenção dos resíduos.

O Ibama também acompanha o caso em conjunto com o IAT. Entre as ações já realizadas estão:

- Retirada de embalagens que estavam flutuando na água

- Instalação de barreiras de contenção ao redor do local do acidente

- Planejamento da remoção completa dos materiais restantes com equipe especializada

Apesar da gravidade da situação, foi informado que a Represa do Capivari não é utilizada para abastecimento de água, sendo destinada à geração de energia. Ainda assim, como medida preventiva, os órgãos ambientais orientam que a população evite nadar ou pescar na região até que a situação esteja totalmente controlada.


Tragédia que comove o Paraná

O acidente rapidamente ganhou repercussão em todo o estado, principalmente pela tentativa heroica de Lucas em salvar a pequena Ana Clara — gesto que terminou em uma fatalidade dupla e abalou profundamente familiares, amigos e toda a comunidade.

Agora, além do luto pelas vidas perdidas, a ocorrência também acende um alerta sobre os riscos envolvendo o transporte de cargas perigosas e os possíveis impactos ambientais em casos de acidentes.

As investigações sobre as causas da saída de pista seguem em andamento.

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