Motoristas que utilizam a PR-427 devem se preparar para mais uma interrupção no trânsito da ponte metálica sobre o Rio da Várzea, ligação entre os municípios da Lapa e Campo do Tenente. O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) confirmou que a estrutura será totalmente interditada entre a manhã de terça-feira (9) e o fim da tarde de quarta-feira (10) para a realização de novos reparos.
Inicialmente, o bloqueio estava previsto para ocorrer neste fim de semana. No entanto, a pedido das prefeituras da Lapa e de Campo do Tenente, a interdição foi adiada em razão de eventos programados nos dois municípios.
De acordo com o DER/PR, os trabalhos terão início às 6h de terça-feira e seguem até as 17h de quarta-feira. Durante esse período, será necessário interromper completamente o tráfego para execução de reparos no tabuleiro de concreto da ponte e para garantir o tempo de cura do material utilizado na obra.
Veículos de passeio poderão utilizar uma estrada municipal não pavimentada como rota alternativa. Já caminhões e demais veículos pesados deverão seguir pela BR-116 enquanto durar o bloqueio.
Estrutura histórica e problemas recorrentes
A ponte sobre o Rio da Várzea possui 152,95 metros de extensão e apenas 3,3 metros de largura. Construída originalmente no final do século XIX para integrar uma ferrovia, a estrutura foi adaptada para o tráfego rodoviário por volta da década de 1960 e hoje é considerada uma ligação estratégica entre a Região Metropolitana de Curitiba e o Sul do Paraná.
Apesar de sua importância histórica e logística, a ponte tem enfrentado uma sequência de problemas estruturais nos últimos anos, resultando em diversas interdições e obras emergenciais.
Em 2021, a travessia foi fechada após a identificação de fissuras no piso de rolamento. Já em 2022, o Governo do Estado contratou uma ampla reforma estrutural, que levou à interdição da ponte em 2023. Mais recentemente, em setembro do ano passado, uma nova obra foi anunciada após técnicos identificarem danos em chapas metálicas, grampos de fixação e pontos de solda da estrutura.
Na época, foi divulgado um investimento de aproximadamente R$ 2,5 milhões para recuperação da ponte, incluindo substituição de chapas metálicas, reforços estruturais, melhorias nos acessos, pintura e limpeza geral.
Moradores cobram solução definitiva
As constantes interdições têm gerado reclamações de moradores, comerciantes e transportadores da região, que dependem diariamente da travessia para deslocamentos, transporte de cargas e acesso a serviços essenciais.
Além dos transtornos provocados pelos desvios, usuários relatam preocupação com a repetição de reparos em uma estrutura que continua apresentando problemas mesmo após sucessivas intervenções.
Considerada uma das principais conexões entre a Região Metropolitana de Curitiba e o Sul do Estado, a ponte segue sendo alvo de cobranças por parte da população, que espera não apenas manutenções emergenciais, mas uma solução definitiva que garanta segurança e mobilidade para os milhares de usuários que dependem da travessia.

