A confirmação de um caso de raiva animal em São Bento do Sul, no Planalto Norte de Santa Catarina, acendeu um sinal de alerta entre moradores da zona rural e produtores da região. A doença, considerada grave e fatal, foi diagnosticada em um bovino encontrado morto na localidade de Rio das Pacas/Sertãozinho, após exames laboratoriais confirmarem a presença do vírus.
De acordo com informações da Prefeitura de São Bento do Sul, a Vigilância Sanitária foi imediatamente notificada e todas as medidas de controle e prevenção já foram iniciadas, com o objetivo de evitar novas transmissões e proteger tanto outros animais quanto possíveis contatos humanos.
Doença grave e com risco à saúde humana
A raiva é uma zoonose, ou seja, uma doença que pode ser transmitida dos animais para os seres humanos. A infecção ocorre, principalmente, por meio de mordidas, arranhões ou contato da saliva de animais infectados com ferimentos ou mucosas. Quando os sintomas aparecem, a doença evolui de forma rápida e, na maioria dos casos, é letal.
Sintomas da raiva animal
Nos bovinos, a raiva costuma se manifestar na forma paralítica, com sinais como:
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Isolamento do rebanho
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Mudança de comportamento e agressividade
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Salivação excessiva
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Dificuldade para engolir
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Tremores
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Falta de coordenação motora
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Paralisia progressiva, que leva à morte
Já em cães e gatos, predomina a forma furiosa da doença. Os animais ficam inquietos, agressivos, tendem a se isolar em locais escuros, apresentam salivação intensa e podem atacar pessoas ou outros animais.
Orientações para moradores e produtores rurais
A Prefeitura reforça que qualquer suspeita de raiva animal deve ser comunicada imediatamente às autoridades veterinárias ou à Vigilância Sanitária do município. A identificação precoce é fundamental para que as medidas de contenção sejam adotadas rapidamente.
A principal forma de prevenção continua sendo a vacinação. Criadores e produtores rurais devem manter bovinos, cães e gatos com a imunização em dia, seguindo as orientações técnicas e os calendários de vacinação.
Em casos de mordidas ou arranhões, mesmo que leves, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde, para avaliação médica e, se necessário, início do protocolo de profilaxia contra a raiva.
Atenção redobrada na zona rural
As autoridades de saúde reforçam que o momento exige atenção, responsabilidade e colaboração da comunidade, especialmente nas áreas rurais, onde o contato com animais é mais frequente. A vigilância constante, aliada à vacinação, é essencial para evitar a disseminação da doença. O Piên em Notícias segue acompanhando o caso e reforça a importância de não manipular animais mortos ou com comportamento suspeito e de sempre buscar orientação oficial.
