
São Paulo (SP) 10/12/2025 - Aeroporto de Congonhas lotado devido a cancelamento de voos
Foto Paulo Pinto/Agencia Brasil
O Sul do Brasil voltou a enfrentar momentos de tensão entre a quarta (10) e esta quinta-feira (11), com a passagem de um ciclone extratropical que trouxe ventos intensos, transtornos no transporte aéreo e falta de energia em diversas regiões. A instabilidade, que atingiu principalmente Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, também afetou operações aéreas no Sudeste.
Logo nas primeiras horas desta quinta, o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, registrou pelo menos sete voos cancelados e outros dois atrasados. As rotas afetadas seguiam para São Paulo — Guarulhos, Congonhas e Campinas — e também para Porto Alegre (RS). A situação já era reflexo da ventania que castigou o Paraná desde a tarde anterior.
De acordo com o Simepar, rajadas acima de 70 km/h foram registradas em Curitiba na quarta-feira, provocando destelhamentos, quedas de árvores e placas arrancadas em diversos bairros da capital e Região Metropolitana. A energia elétrica também foi seriamente afetada: a Copel contabilizou cerca de 53 mil imóveis sem luz, especialmente na RMC e no litoral.
Enquanto isso, no Sudeste, o cenário não foi diferente. Em São Paulo, o Aeroporto de Congonhas enfrentou um dos dias mais críticos do ano: 167 voos foram cancelados até as 19h de quarta, após rajadas que chegaram a 96,3 km/h ao meio-dia, conforme a Defesa Civil paulista. Ventos acima de 90 km/h são considerados muito fortes e podem causar danos estruturais e risco à circulação de pessoas e veículos.
Em Guarulhos, 31 voos precisaram ser alternados para outros aeroportos devido à instabilidade. Houve ainda relatos de atraso no desembarque de passageiros em Congonhas, já que equipes terceirizadas responsáveis por escadas e equipamentos de solo também foram prejudicadas pela ventania.
Outro episódio que chamou atenção ocorreu durante um voo entre Curitiba e Congonhas, na quarta-feira: a aeronave enfrentou forte turbulência, e passageiros passaram mal, relatando tontura, náusea e vômito. A tripulação precisou alternar o pouso para Campinas, onde os passageiros receberam atendimento.
A concessionária que administra Congonhas informou que, apesar dos cancelamentos, o aeroporto operava dentro da normalidade, sendo as suspensões resultado de decisões operacionais das companhias aéreas e ajustes na malha, motivados pelos ventos extremos.
Com a chuva e o vento perdendo força ao longo desta quinta, equipes de energia, defesa civil e manutenção urbana seguem trabalhando para restabelecer os serviços e minimizar os danos causados pelo ciclone que, mais uma vez, trouxe impactos severos ao Sul e Sudeste do país.