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| Onça foi avista em rua de Taió (SC) na madruga do último sábado (29) FOTO: Divulgação |
A madrugada de sábado (29) surpreendeu um casal que trafegava por uma rua em Taió, no Vale do Itajaí. Um flagrante raro e impressionante registrou uma onça-parda atravessando a via e correndo em frente ao carro, em plena área urbana. O vídeo, gravado por volta das 2h, circulou rapidamente nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a presença cada vez mais frequente do felino em regiões próximas a áreas rurais e de mata.
Segundo especialistas, a espécie — também conhecida como leão-baio — é nativa da região e evita o contato com humanos. Ágil, silenciosa e de hábitos noturnos, a onça-parda pode chegar a 1,80 metro de comprimento, sem contar a cauda, e costuma circular por ambientes de mata fechada. Quando aparece na cidade, normalmente está seguindo rastros de presas, procurando água ou reagindo a algum distúrbio ambiental recente.
Aparições próximas de Piên preocupam moradores
A reportagem do Piên em Notícias vem acompanhando, nos últimos anos, um número crescente de relatos envolvendo o felino. Em 2023, um registro gravado entre Campo do Tenente e Lageado, na divisa com Piên, mostrou uma onça atravessando uma área de reflorestamento. Desde então, moradores — sobretudo dos bairros Campo Novo e Vermelhinho — relatam encontros ocasionais com o animal dentro de propriedades rurais.
Mais recentemente, um fazendeiro de Lageado divulgou um vídeo mostrando sete ovelhas mortas em sua propriedade. Segundo ele, rastros na mata e o desaparecimento de uma das carcaças — encontrada posteriormente dentro da toca do felino — indicam que o ataque teria sido cometido por uma onça-parda.
Casos no Paraná reforçam padrão de comportamento
A presença do felino não é exclusiva de Santa Catarina. Em Campo Largo (PR), moradores da região de Itambezinho enfrentaram semanas de tensão após uma série de ataques a animais de criação. Rastros, restos de presas e o relato de um influenciador local indicam que o predador teria carregado uma ovelha por longa distância — comportamento típico de fêmeas com filhotes.
Diante da situação, a Polícia Ambiental e a Secretaria de Meio Ambiente emitiram avisos orientando produtores rurais a reforçar a proteção de seus animais e manter vigilância redobrada, principalmente durante a noite.
Como agir em caso de encontro com o felino
Embora imponente, a onça-parda evita ao máximo o confronto direto. Especialistas reforçam:
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Mantenha a calma.
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Não vire as costas; afaste-se lentamente.
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Se o animal não recuar, levante os braços e faça barulho para parecer maior.
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Nunca tente filmar de perto, correr, tocar ou alimentar o animal.
Orientações para moradores e produtores rurais
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Proteja animais de criação, especialmente à noite.
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Redobre a atenção ao circular em estradas rurais e trilhas.
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Em caso de avistamento, acione a Polícia Ambiental.
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Animais feridos devem ser comunicados à Secretaria de Meio Ambiente ou ao Instituto Água e Terra (IAT).
Com o flagrante em Taió e os registros recorrentes na divisa de Piên, a presença da onça-parda segue como um tema de atenção e cuidado na região. O felino, símbolo da fauna brasileira e cada vez mais pressionado pela perda de habitat, dificilmente ataca humanos, mas permanece um predador poderoso — que merece respeito, distância e monitoramento constante.
