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| Escola onde tudo aconteceu já esteve envolvida em outra polêmica ocorrida em 2013 FOTO: Divulgação |
Um erro grave no protocolo de liberação de alunos acendeu o alerta sobre a segurança nas escolas municipais de Cascavel, no Oeste do Paraná. Uma menina de apenas 4 anos foi entregue à família errada após uma confusão envolvendo duas alunas com o mesmo nome na Escola Municipal Artur Carlos Sartori, no bairro Santa Felicidade. O caso aconteceu no segundo dia de aula e ganhou grande repercussão nas redes sociais após o relato da mãe da criança.
Como tudo aconteceu
Segundo a família, a situação começou quando a menina colocou massinha de modelar no ouvido durante a aula. Preocupada, a professora decidiu acionar os responsáveis.
No entanto, ao consultar os registros escolares, a equipe se confundiu porque havia duas crianças com o mesmo nome na turma. A escola entrou em contato com a família errada, e o avô da outra aluna foi até a unidade buscar a criança.
O idoso tem baixa visão e, por isso, não percebeu que a menina não era sua neta. O equívoco só foi notado quando ele já estava em casa.
“O avô tem baixa visão e não percebeu que a criança não era a neta. Só quando chegou em casa, a avó viu e disse que aquela criança não era neta deles”, relatou a mãe, Tamara Gonçalves da Luz.
Os avós então pediram ajuda a um vizinho para levar a menina de volta à escola. Pouco depois, a instituição entrou em contato com a família correta para explicar o erro.
Desespero e abalo emocional
A mãe contou que ficou em choque ao saber da troca. “Esperava de tudo, menos isso. Disseram: ‘ligamos para outra família de outra Aurora’. Eu falei: então tem que ligar de novo, gente. Mas a outra família veio e a escola entregou a minha filha", relatou a mãe. Apesar do susto, a criança não sofreu ferimentos. Mesmo assim, a mãe afirma que a confiança na segurança da escola ficou abalada. “Graças a Deus nada aconteceu, mas pensar que poderia ter sido diferente acaba comigo. Minha filha amou a escola, estava em êxtase, mas agora eu não sei se consigo mandar ela de volta", acrescentou.
O que diz a Secretaria de Educação
A Secretaria Municipal de Educação de Cascavel informou que a falha foi identificada no mesmo dia. O caso foi registrado em ata, as famílias foram comunicadas e as orientações de segurança foram reforçadas na unidade. Segundo a pasta, os protocolos de entrada e saída dos alunos estão sendo revisados para evitar que situações semelhantes voltem a acontecer.
Caso é investigado
A mãe registrou boletim de ocorrência no Nucria (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes). A Polícia Civil do Paraná investiga o caso e aguarda informações da escola para esclarecer as circunstâncias do erro. Nas redes sociais, o prefeito de Cascavel, Renato Silva, afirmou que determinou a abertura imediata de processo administrativo para apurar o ocorrido e revisar os procedimentos de segurança nas escolas da rede municipal.
Escola já esteve envolvida em polêmica no passado
A mesma escola já havia sido alvo de controvérsia em 2013, quando uma monitora foi afastada após obrigar alunos a tirarem parte das roupas durante uma revista interna. Na época, segundo relatos, a funcionária tomou a atitude após uma aluna afirmar que R$ 15 haviam sumido de sua mochila. Meninos teriam sido revistados de cueca, enquanto meninas foram levadas ao banheiro para o mesmo procedimento.
O caso foi parar na delegacia e a Secretaria de Educação confirmou o afastamento da profissional, além da abertura de processo administrativo. A conduta foi considerada inadequada, e a própria secretaria reforçou que revistar crianças ou mochilas é proibido no ambiente escolar.
Alerta para a segurança escolar
O novo episódio reacende o debate sobre protocolos de identificação e entrega de alunos, especialmente na educação infantil, onde as crianças ainda não têm autonomia para reconhecer situações de risco. Felizmente, desta vez o desfecho não terminou em tragédia. Mas o susto vivido pela família mostra como falhas simples podem gerar consequências graves.
