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| Filiação de Sergio Moro ao PL deu novo rumo as eleições 2026 no Paraná FOTO: Carlos Moura/Agência Senado |
A corrida eleitoral para o Governo do Paraná em 2026 começa a ganhar forma e intensidade, com articulações estratégicas, mudanças de cenário e nomes de peso se posicionando como pré-candidatos. O movimento mais recente — e que já provoca impactos diretos no tabuleiro político — é a filiação do senador Sergio Moro (PL) ao Partido Liberal, oficializada nesta terça-feira (24), em Brasília.
Com a filiação, Moro se coloca como um dos principais pré-candidatos ao governo do estado, reforçando o projeto do PL no Paraná e ampliando a disputa no campo da direita. Durante o evento, ele destacou a necessidade de mudanças no estado, mesmo fazendo elogios à atual gestão.
A entrada de Moro também marca um rompimento político importante: o PL se afasta do grupo do atual governador Ratinho Junior (PSD), o que já repercute nos bastidores e influencia diretamente a sucessão estadual.
Além disso, o partido pretende montar uma chapa forte, com nomes ligados à Operação Lava Jato, como o deputado Felipe Barros (PL) e o ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo) como pré-candidatos ao Senado.
Palanque nacional e apoio de Bolsonaro
O evento contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, que destacou a importância estratégica do Paraná no cenário nacional.
A expectativa do PL é transformar o estado em um dos principais palanques eleitorais do país, fortalecendo o projeto político da legenda tanto em nível estadual quanto federal.
De adversário a aliado
A filiação de Moro ao PL chama atenção também pelo histórico recente. O partido já foi adversário do senador e chegou a questionar judicialmente seu mandato, alegando abuso de poder econômico durante a pré-campanha presidencial.
Após decisões favoráveis no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Moro manteve o cargo e agora passa a integrar a legenda, em um movimento que simboliza reconfiguração política e alinhamento estratégico.
Ratinho Junior fora da disputa e sucessão em aberto
Outro fator decisivo para o cenário eleitoral é a confirmação de que o governador Ratinho Junior (PSD) não disputará a Presidência da República e cumprirá seu mandato até o final, em 2026. Como não pode concorrer à reeleição, abre-se espaço para a definição de seu sucessor político.
Dentro do grupo governista, dois nomes aparecem como principais pré-candidatos:
- Guto Silva (PSD), atual secretário das Cidades
- Alexandre Curi (PSD), presidente da Assembleia Legislativa
A disputa interna no PSD promete ser decisiva para a estratégia do grupo no próximo pleito.
Outros nomes entram na disputa
Além de Moro e dos nomes ligados ao PSD, outros pré-candidatos também aparecem como possíveis protagonistas na eleição:
- Alvaro Dias (MDB), ex-governador e ex-senador
- Rafael Greca, ex-prefeito de Curitiba e atual secretário estadual, que pode disputar por diferentes siglas
A presença desses nomes amplia o leque de opções e indica uma eleição altamente competitiva.
Força nas redes sociais
Outro ponto que reforça o peso de Moro na disputa é sua presença digital. O senador atingiu recentemente a marca de 4 milhões de seguidores no Instagram, consolidando-se como um dos parlamentares mais influentes do Brasil nas redes sociais — fator cada vez mais decisivo em campanhas eleitorais.
Disputa promete ser acirrada
Com a entrada de novos nomes, alianças sendo redesenhadas e o cenário nacional influenciando diretamente o Paraná, a eleição de 2026 já se desenha como uma das mais disputadas dos últimos anos no estado. Entre forças políticas consolidadas, novos arranjos e estratégias eleitorais, o eleitor paranaense deve acompanhar uma disputa marcada por polarização, articulação e forte presença digital.
