REGIÃO - RIO NEGRO
A situação provocada pela cheia do Rio Negro continua preocupando moradores e autoridades nesta sexta-feira (4). Mesmo depois de a chuva perder força, o grande volume de água acumulado na bacia fez o rio continuar subindo entre Mafra (SC) e Rio Negro (PR), ultrapassando a marca dos 8 metros e provocando alagamentos em diferentes pontos.
O pico desta cheia foi registrado às 21 horas de quinta-feira (3), quando o Rio Negro chegou a 8,135 metros. O nível permaneceu praticamente estável durante a madrugada e somente nas primeiras horas desta sexta começou a apresentar sinais de redução.
Ao meio-dia, a medição apontava 8,075 metros, uma queda de apenas seis centímetros em relação ao pico. Ou seja: apesar da lenta redução, o rio permanece extremamente elevado e a situação ainda exige atenção.
Mais de 120 pessoas desalojadas
Em Rio Negro, no Paraná, a cheia já obrigou mais de 120 moradores a deixarem suas casas. Aproximadamente 40 residências foram atingidas pelas águas.
Entre as regiões mais afetadas estão Vila Paraná, Vila Paraíso e parte do Centro. No bairro Estação Nova também foram registrados alagamentos relacionados à cheia do Rio Passa Três.
Parte das famílias conseguiu abrigo na casa de parentes e amigos, enquanto outras foram encaminhadas ao Ginásio de Esportes José Müller, preparado pelo município para receber os atingidos.
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| Prefeitura de Rio Negro disponibilizou local para atender famílias desalojadas |
Além das pessoas, animais também precisaram ser retirados das áreas alagadas. Um abrigo temporário foi organizado para receber 22 animais de estimação, sendo 19 cães e três gatos.
Estradas também são afetadas
Os reflexos da cheia também chegaram ao interior do município. Há registros de interdições na via da Maitaca e na estrada geral do Cunhupã.
As águas também provocaram bloqueios no chamado Arroio do Veado e na região da divisa entre Rio Negro e Mafra, entre Lençol e a localidade de Rio Preto.
Alerta continua
Mesmo com os primeiros sinais de redução do Rio Negro nesta sexta-feira, ainda não é momento de baixar a guarda.
A possibilidade de novas chuvas mantém a Defesa Civil e demais equipes mobilizadas, especialmente porque o solo permanece encharcado e o nível dos rios continua elevado.
A orientação é para que moradores de áreas historicamente atingidas por enchentes acompanhem os comunicados oficiais e estejam preparados para deixar suas residências rapidamente caso haja determinação das autoridades.
Documentos, medicamentos, roupas e outros itens essenciais devem permanecer separados e de fácil acesso. A recomendação também é clara: ninguém deve tentar atravessar ruas, estradas ou outros pontos cobertos pelas águas.
A situação segue sendo monitorada pelas equipes da Prefeitura e da Defesa Civil. A última grande enchente de proporções semelhantes registrada na região havia ocorrido em 2023.



